Oi queridos. Não sei quanto tempo o blog ainda vai ficar no ar. Estou saindo com ele e informo a vocês o novo endereço tá?
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Estive em Fortaleza. O trabalho me levou, mas é claro que as belezas naturais da cidade sempre nos seduzem. Quem consegue ficar indiferente a tanta beleza? Obviamente aqueles a quem a beleza não interessa. Ou a aqueles que não conseguem usufruir dela ou se quer admirá-la pois estão muito ocupados tentando viver...Bom, acho que sobreviver seria um termo mais adequado. Mas, que bobagem a minha. Sou tão ácido que sempre faço isso. Começo um assunto e quando vejo: Lá estou eu, desviando meu olhar desobediente para coisas menos importantes. Eu preciso, confesso, de um daqueles objetos que parecem protetores para os olhos que os cavalos usam e que os impede de verem o que se passa ao lado para não se distrair... Pronto. Passou. Vou começar de novo. Por favor, não riam.
Estou em Fortaleza a trabalho e como trabalho nunca é demais e durante o ano eu trabalhei mais do que queria e muito menos do que devia, acabei me desleixando dos meus afazeres acadêmicos e ganhei como um presente (Merecido, lógico) de minhas professoras de determinada matéria, a incumbência de fazer uma análise de um telejornal. Beleza. Tarefa fácil. Bastava eu assistir ao Jornal Nacional afinal, ele é fácil, claro, já meu antigo conhecido desde as noites de sopa de legumes durante a terrível recessão presenciada por minha família nos idos tempos de Sarney. Ah, de Collor também. Depois de Itamar. E depois aquela recessão terrível que passamos no governo FHC. Das duas vezes. E claro, a recessão que tivemos que passar no governo Lula. No primeiro governo Lula. Ta bom, no segundo também e... Opa! Cavalinho, cavalinho, olha o foco. Olha o foco!
O fato é que a recessão nunca passou. A sopa mudou. Eu mudei. Até de casa. Mas o Jornal Nacional. Ah, esse não. Nesse eu posso sempre confiar. Farei dele então, pensei. E vou ler os textos introdutórios. Afinal, as professoras foram tão legais comigo que não dá pra fazer uma coisa mequetrefe não é não? Bom, fui ao ambiente virtual e li os textos indicados "Liguem a Tv. Vamos estudar." De Paola Gentile e "Televisão, Jornalismo e educação. Dá pra cruzar?" da Patrícia Portela. Bom se vocês leram, já entenderam o que quero dizer. Jornal Nacional não dá. Ela deixou isso bem claro em seu artigo. Então decidi fazer o seguinte: Vou analisar o jornal local mesmo. Sim. O de Fortaleza. Acho que é até muito interessante para poder ver onde estão as semelhanças e as diferenças entre o telejornalismo daqui e o da minha cidade natal. Então, copiando despudoradamente o texto de Portela, vamos ao jornal.
A Rede Globo tem jornais locais, se não me engano, em todas as capitais brasileiras. Eu mesmo já vi alguns em minhas andanças por terras tupiniquins. O de Fortaleza segue o padrão de todos que vi. Claro que tem algumas pequenas diferenças, mas realmente são muito sutis. O Jornal daqui chama-se J10. Não entendi muito bem por que. O nome não me disse absolutamente nada. Não sei se ele atende a dez cidades ou coisa parecida. Não tem haver com o horário já que aqui ele passa por volta das 19h. Bom, seja como for, os jornais locais da emissora tem por princípio não interferir muito nas reportagens e não emitir opiniões próprias. Se alguém tem direito a fazer isso são os grandes jornalistas. Os locais servem, com raras exceções, como um mero leitor de notícias para chamadas curtas, diretas e objetivas. A apresentadora que estava no comando do jornal no dia 10/12/2008, dia em que fiz a análise, era Cíntia Quesada. Vestida de maneira sóbria, cabelo comportado, estúdio bem iluminado e maquiagem muito discreta, ela era a própria imagem da mulher séria a qual todos dão ouvidos. Como muito comum nos telejornais ela estava, para resumir em uma palavra: Confiável. Essa é a imagem que se espera de todos eles não é? Sim. E ainda mais dos locais que só servem para isso. Contar a notícia. Os âncoras locais tem essa característica. Eles não analisam, não criticam. Eles anunciam. Acho engraçado isso. No máximo um "... Uma matéria dessa agora, nos abre o apetite não é Fábio?", "Com certeza Handerson.". Pronto. Não passam disso. Nem podem porque a emissora não é paga para isso e... Ops! O foco... O foco... Ai, o foco...
Bem, ela não ficou totalmente sozinha na apresentação porque o jornal aqui tem uma parte só dedicada ao agro negócio. O apresentador Alessandro Torres entrou para contribuir. Bom, não nos esqueçamos em que jornal local contribuir quer dizer exatamente apresentar as notícias sem muita empolgação e sem opinião própria. Bem, vai daí que o apresentador informou à população que a campanha de vacinação vai muito bem obrigado. Que os municípios conseguiram em sua maioria vacinar 100% do gado e que a outra parte das cidades ainda deixa a desejar. Isso tudo lido no TP (Telepronter), sem necessariamente ser uma opinião do jornalista ou um ponto de vista do mesmo.
Na volta da chamada comercial, a jornalista de externas Lia Adevaldo com uma roupa mais simples, sem terninho ou roupas que lembrassem algo de social, de blusinha branca, com o cabelo não tão escovado, obviamente para se tornar mais próxima da população que ela entrevistava pelas ruas de Fortaleza, nos apresenta o projeto "Vigilantes da água", que nasceu nos Estados Unidos e que foi abraçado pela população de Muquém, município simples das cercanias de Fortaleza que vem fazendo um belo e exemplar trabalho junto à comunidade que antes sujava rios e afluentes e hoje se une em peso pela preservação e pela luta de manter seus mananciais limpos e bem cuidados. A importância da preservação é ressaltada a todo o momento pela jornalista e pelas pessoas, em sua maioria crianças, que realizam um trabalho realmente muito relevante junto aquela comunidade. E esse é o momento que me parece o único em que realmente o jornal contribui de forma real com a formação de opinião e informação das pessoas que acompanhavam como eu o periódico informativo eletrônico.
Então acaba o jornal e me dou conta: O jornalzinho é insosso. Sim. Estou sendo crítico porque penso que precisamos nos reinventar. Inclusive a mídia. Ela não é um Deus fantasiado de máquina com fórmulas sempre prontas porque é feita para pessoas de carne e osso que nada tem de divino. Concordo com Paola Gentile. Vamos parar de "demonizar" a televisão como se ela fosse a única e absoluta culpada por nossas mazelas. Não é! Mas precisamos também entender que o tempo passar para todos. Todos! Inclusive para a Glória Menezes e o Tarcísio Meira! A televisão precisa rever seus conceitos. Os jornais precisam avaliar a questão dos seus jornais locais. As pessoas não querem um mestre de cerimônia que liste o conteúdo do jornal como quem diz: "Enfim, é isso." Com a internet, a TV digital e os diversos meios de troca de informações entre as pessoas, o que pensamos, o que sentimos e o que desejamos passa a fazer muito sentido quando quase todos viraram de alguma forma uma espécie de jornalistas em seus blogs, chats, e-mails, orkuts e afins. Porque esperar pelo jornal se tantos de nós podem acompanhar a notícia no ao vivo, no momento em que ela acontece pela internet ou por páginas especializadas que já nos trazem análises imediatas dos fatos? E isso vai se tornar cada vez mais comum às pessoas. Se não mudarmos o modo de fazer as coisas, elas estão fadadas a se desgastarem e serem extintas. Isso é fato.
Enfim, a verdade é que eu como cavalinho vinha assistindo aos jornais sem uma visão lá muito crítica. Esse trabalho e os dois textos de apoio me serviram muito pra perceber que não sou só eu que preciso de uma viseira... Alguns formatos de programas jornalísticos precisam parar de passar apenas por onde vai o gado. E o gado vai... Ô se vai... Vai sempre pro brejo.
Três Romeus. Três Julietas. Quinze atores. E um só coração pulsando juntos. Na mesma batida.
Sei que o sucesso realizado pela peça na quarta feira passada é uma espécie de ópio e acaba nos inebriando a todos os envolvidos.
(Para quem não viu, estou falando da peça E[cs]xtas[y]e – Uma história de Romeu e Julieta. A nova produção do grupo Bolhas de Sabão.)
Ontem fizemos uma festa de confraternização com o elenco da peça e alguns profissionais envolvidos e fiquei muito feliz com o carinho dos meus pupilos. Digo isso porque sei o quanto sou um pessoa difícil e exigente e suponho que não seja muito fácil para eles me aturarem durante tanto tempo e ainda mais o meu rabugentismo e minha ironia. Mas ainda assim eles me cercam de carinho, de alegria de amor. Fiquei lisonjeado com os presentes que ganhei e aqui não coloco apenas em voga os presentes materiais. Digo das pequenas coisas. Dos olhares de respeito. Das palavras ditas e não ditas. Dos abraços de admiração. Do inebriante cheiro da juventude esperançosa em um amanhã melhor.
Durante a festa eu fiquei analisando (ai, ai...) algumas coisas e pensando
“Os Romeus estavam lindos!”,“As Julietas eram maravilhosas”,”E o cabelinho do Felipe?”, “Gente! Aquela hora em que eles subiram...!!!!”
Chega dessa frivolidade a qual ando dando trela. Não deixarei que minha obra de arte vire isso. Estou orgulhoso da peça e sim, estou extasiado. Mas chega de nos envaidecermos de coisas que não tem importância efetivamente. Eu quero o fogo que arde sem se ver. Quero a ferida que dói e não se sente. Eu quero a arte em estado bruto. Ela que seja o estado bruto que me torne o estado prismado e lapidado. Quero que a arte seja meu guia porque como já dizia Nietzche
“... A arte existe para que a verdade não nos destrua...”
Amo a arte que me faz ser um ser humano melhor.
P.S: O que fazemos com nossas experiências e a relação que estabelecemos com os outros que no fim são nossos irmão é que são importantes. O que fazemos com nosso caráter é importante. Ser humanos melhores. Deixemos de dar atenção a coisas pequenas e deixemos de nos fazer de vítimas. Nada nos vitimiza. Somos vítimas apenas de nós mesmos e da importância que damos aos problemas.

Tenho uma amiga que está sofrendo muito mesmo... Ela tinha um relacionamento há algum tempo com uma pessoa que de acordo com ela, ela fez tudo para agradar, para ajudar, para fazer feliz... Um dia ela chega em casa e tinha sido abandonada. Foi levado tudo que era da outra pessoa e simplesmente estava o vazio... Muito mais sentimental do que físico é verdade... Mas estava vazio... Ela esteve comigo e chorou, falou, está enlouquecida pela paixão... Sem rumo, sem saber pra onde ir... O que procurar... Sem saber. Apenas sem saber...
Onde ela errou? É isso que minha amiga pergunta o tempo todo...
"Eu fiz tudo que eu podia pra fazer ela feliz..." "Eu pensava mais nela que em mim..." "Eu deixava de comprar coisas que eu precisava pra comprar pra ela..." "Eu sempre coloca ela na minha frente..."
Não será exatamente por isso? Amar é troca. Troca. Eu troco o amor que tenho pelo amor que você tem.
E o amor que eu tenho é o que tenho primeiramente por mim. Se eu não me amo, eu não tenho amor em mim... Se não tenho amor em mim... Como posso dar amor ao outro? Eu não posso dar aquilo que não tenho... Não posso!
Precisamos repensar o que chamamos de amor pelo outro. Se dar, se entregar, se anular... Isso não é amor... E só aceita isso quem não se ama... E como não se ama começa a procurar que o outro o faça feliz.
Vamos lá gente! Passou da hora de entendermos que a nossa felicidade é obrigação unica e exclusivamente nossa. De mais ninguém... Nossa!
Não coloquemos nossa felicidade na mão do outro porque ele já tem muito com o que se preocupar... Ou seja: Com ele mesmo.
O amor te deixa em Êxtase
E é uma droga...
Então lembre-se: Não se drogue além da conta...
E[cs]xtas[y]e - Uma história de Romeu e Julieta - Dia 19/11/2008 - Teatro Goiânia - 20:00 horas.

Eu me reinvento, começo sempre. Sou muito mais eu!
Essas frases tem sido minha bandeira a muito tempo... Eu fiz delas a minha verdade. A minha busca. A minha ideologia. Estou recomeçando de novo queridos. Tentando resgatar quem sou... Ou pelo menos quem pretendo ser. O homem real... A busca para me tornar um ser humano. Não um homem apenas. Um ser humano! Quero ser melhor em todos os aspectos: Quero ser mais fiel ao amor por mim e pelo meu próximo... Pelos meus iguais. Eu quero e posso ser uma pessoa mais correta... Amar e demonstrar meu amor pelas pessoas... Pelo mundo em que vivo... Ser menos egoísta, menos crítico, menos ciumento, menos autosuficiente... Eu quero ser melhor...Eu vou ser melhor!
Vem comigo?
Ufa!

Eu precisava vir aqui. Precisava de uma pausa na loucura absoluta da minha vida para trocar algumas palavras... Bom ver gente nova por aqui, bom ver que tem mais gente escrevendo, falando de seus sentimentos, de suas idéias... Eu quero falar mais. Quer SER mais. Estou ansioso por me transformar. Estou ansioso por melhorar tantas coisas que estão me chateando. Eu não tenho rido. Estou sentindo saudade do meu riso... Estou sentindo muita falta do meu riso. Ele me acalmava... Me acalmava muito mesmo... Eu estou muito irônico e a ironia não está no rol dos sentimentos que quero cultivar e estou distante da minha fé... Onde está minha fé? Onde a perdi? Onde deixei de acreditar de verdade? Porque tenho fechado meu coração ao novo... A entrada de novos horizontes, de novos amigos? Porque tenho deixado a loucura cotidiana me tomar, me engolir? Eu não estou mudando o mundo para e melhor mas estou deixando o mundo me mudar para a pior. Eu nunca tive medo do novo.
Eu quero mudar.
Quero mudar para melhor. Eu PRECISO ser melhor.
Oi... Alguém aí em cima pode ajudar?...
P.S: Outubro...

Precisamos nos ver mais. Tenho pensado nisso e por mais que eu pense sempre chego a essa conclusão. Precisamos nos ver mais. Nos olhar. Nos sentir. Olhar pro outro e pensar em nós. Olhar no outro e nos enxergar.
Estamos todos estarrecidos com a violência que atinge cada vez um patamar de crueldade jamais visto. A pergunta é inevitável: Em que mundo estamos? Como pudemos chegar a isso?
A quanto tempo não nos emocionamos mais com as notícias de atrocidades cometidas por e contra seres humanos. Já ficou tão comum lermos ou ouvirmos que um bebê de 7 meses foi espancado pelo padrasto, que uma mãe apoiava os constantes estupros contra sua filha, que um procurador geral de estado estuprava crianças de 9,8,7 anos e que uma mãe levava a filha pela mão para entregar a ele... Como pode ser? E porque ver isso não nos leva às lágrimas? Porque estamos embrutecidos, acostumados, indiferentes a essas coisas? O que está nos impedindo de ir pra rua com os olhos marejados de sangue buscar justiça com as próprias mãos já que não temos mais nenhuma esperança na justiça convencional? Porque uma menina de 17 anos é barbarizada de uma forma tão monstruosa e deixamos o assassino aparecer rindo na televisão enquanto lhe dão uma cela especial?
Outro ponto: Li dias atrás em um periódico que um cientista que realiza pesquisas em animais estava revoltado com os ditos "defensores dos animais" que queriam impedir a realização de testes em animais de novos medicamentos e o uso dos mesmos como cobaias. Ele perguntava na matéria "Um rato é mais importante que seu filho?".
Realmente devemos pensar nisso... Tanta gente que é contra tanta coisa. Tem gente contra as pesquisas de células tronco. Tem gente contra a pesquisa de novos medicamentos em animais. Tem gente contra a doação de orgãos. Tem gente contra colocar um assassino como o que matou a garota inglesa em uma cela comum porque ele vai sofrer retaliações. Porque isso? Porque essas mesmas pessoas não estão nas ruas, indo à mídia pra protestar contra a corrupção e a favor de mais investimentos em pesquisas que possam diminuir o impacto das doenças, a quebra de patentes de remédios caríssimos aos quais uma parcela mínima da sociedade tem acesso, porque não saem às ruas com os olhos inflamados de sangue atrás de monstros que nos fazem prisioneiros de nossas casas e nos fazem temer exercer nosso primeiro e mais importante direito: o de viver!
Eu pensei muito sobre isso e cheguei a essa conclusão: O único motivo pra isso é que não nos olhamos. Não olhamos pra pessoa do nosso lado e dizemos "O sofrimento dela é o meu. Eu sou ela. A dor que essa pessoa sente é igual ao meu. Meu filho não está precisando de um orgão mas o filho dela está e isso me dói."
E porque não fazemos isso? Porque não paramos se quer um minuto por dia de nossas vidas para pensar no que o outro está sentindo. Olhamos pras pessoas e não os reconhecemos como iguais. E poxa... Nós efetivamente somos iguais. Somos a mesma raça. Precisávamos nos preservar. Lutar juntos pelo bem comum de todos.
Precisamos fazer isso.
Eu quero olhar pra você.
Por favor...
Olha pra mim...
Olha pro lado...
Deixa eu olhar pra você pra eu me ver...
Precisamos nos olhar mais.
+ Em memória da minha esperança em um mundo igual e digno.
"A minha alma tá armada
E apontada para a cara
Do sossego
Pois paz sem voz
Pois paz sem voz
Não é paz é medo,
As grades do condomínio
São para trazer proteção
Mas também trazem a dúvida
Se é você que está nessa prisão..."

Olá, bem vindos de volta e de novo.
Eu mudei. Você mudou. O mundo todo mudou depois de ontem. Talvez tenha sido uma mudança tão simples que você não tenha nem percebido. Mas mudamos um pouco.
Como podem ver, eu tirei vários posts. Coisa antiga... Coisa que não tem o mesmo significado agora. Deixei o que tem a ver com o que penso... Férias... Deixarei o blog até meu retorno de viagem e quero que vocês fiquem com o que acho que é realmente importante sobre mim. Sobre o que penso, sobre como vejo o mundo.
Vejam bem como são as coisas... Algumas vezes temos que mostrar que não temos medo de deixar coisas pra tráz. Se não esvaziamos o guarda roupa, não vai nunca caber roupas novas. Se não Deletar coisas antigas da minha vida, não terei muito espaço para coisas novas. E tenho muitas coisas novas.
Vou começar pela estréia do filme Sex and the City. Fui rever junto com pessoas muito amadas, as amigas que fiz pela tevê. Elas mudaram, mas sua essência continua a mesma. Lembrei do meu grupo de amigos... Mudamos tanto... Cada um de um jeito diferente mas mudamos. E a nossa essência continua sendo a mesma. Exatamente a mesma. Continuamos nos amando e nos cuidando e compreendendo o quanto esse amor é acolhedor e seguro. Ver as quatro amigas de New york é me ver um pouco também. Junto aos meus amigos cosmopolitas... Tão bom quando nos reconhecemos no outro e observamos que somos protagonistas de nossas vidas.
E aí veio a estréia da peça "Uma professora muito maluquinha". Foi "maravilindo". Agradeço muito ao criador maior o dom de reconstruir o mundo através da arte. É fantástico acreditar em mim e nos meus companheiros de caminhada, meus alunos, sabendo que no a arte vai nos tocar e nos tocando tocaremos os outros. Uns dois ou três dias antes de cada estréia eu me pego me perguntando "porque faço isso?". Aí vem o espetáculo e a resposta fica claro pra mim: É porque é meu combustível, minha força motriz. O que me move. A arte é pra mim, o maior mistério que a humanidade já enfrentou e que eu entendi... A arte é O Amor.
Beijos e me liga.

Olá. Bem vindos. Feliz ano novo. Saúde, paz e blá, blá, blá... Essas coisas que estamos cansados de ouvir. Aff.
Bom, estou de volta. Correria minha gente. Muita correria. Vi novos comentários no blog. Pessoas novas por aqui. Que legal. Vou visitar todos vocês muito em breve. Obrigado por continuarem por aqui firmes e fortes.
Eu pensei muito em deletar o blog sabiam? A falta de tempo para atualizar, para visitar os outros blogs amigos... Minha monografia que vem por aí... Minha formatura... Tudo isso me levou a pensar seriamente na questão. Más não farei isso assim. Sempre que tenho tempo e venho aqui eu vejo que tenho muito a dizer e muitas idéias a trocar. Alguns comentários de vocês sempre me ajudam a decifrar muitas coisas nas quais penso e na maioria das vezes não consigo me achar.
O ano passado foi transformador. Eu comecei de um jeito... E terminei com tudo tão diferente. Foi mais do que a transformação no trabalho ou na vida amorosa. Estou confuso com tanta coisa. Sempre me achei tão forte e tão seguro. De repente me pego tão frágil. Ciumento. Inseguro. Incerto do futuro.
Pensei muito sobre isso e descobri o que está acontecendo. Eu estava só. Sempre tive que cuidar de mim e ter força pra ajudar as pessoas que amo a cuidarem delas. Aí chega essa força grandiosa do amor e me traz alguém que me dá segurança. Alguém que pode cuidar de mim e aí, sem perceber o que faço? Deixo vir a tona minhas fragilidades. Pronto. Estou enxergando minhas fragilidades. Já pensaram o quanto as escondemos?
Incrível isso. De repente percebo o quanto tenho delas. Posso mudá-las. Eu sou aquele que se reinventa. O que começa sempre não sou? Alguns até me chamam de criador de planetas! (Kel, eu confesso: Eu adoro que você me chame assim.) Más agora eu descubro que sou um garoto perdido. Um daqueles que se esconde e que precisa do Peter Pan pra cuidar. E estou feliz por isso. Não me sinto menor. Não me sinto inferior por descobrir minhas fragilidades. Me sinto grande. Me sinto vivo. Como é bom não ter que fingir ser forte. Como é bom poder fazer beiço e ter alguém pra te adular de vez em quando. Como tem sido bom ter uma pausa e poder olhar pra alguém e dizer: Resolve isso pra mim?
Sei que estou falando um monte de besteiras que talvez vocês até achem muito do chato. Más estou falando de todos nós.
Somos todos assim e não só eu. Todos precisamos mostrar nossas fragilidades de vez em quando. O que não podemos é nos tornar fracos. Isso nunca. Mostrar nossas fragilidades não quer dizer nos tornar medrosos. Aceitar seus medos é o primeiro passo para vencê-los. Aceitar suas fraquezas é o primeiro sinal de força. Pedir uma mão, é o primeiro passo para pode estender a sua e dizer: "Ei, venha aqui. Eu te entendo."
Vamos lá queridos.
Estou de volta.
Bom ano novo pra nós.

Estivemos em sala de aula discutindo sobre os indivíduos e a coletividade, ou algo assim. O professor falava sobre sermos diferentes uns dos outros. Por algumas vezes ele usou frases de efeito do tipo: “Ninguém é igual a ninguém. Todos somos únicos”. Gostei da discussão. Gostei mesmo. Mas me faltaram alguns elementos nessa discussão. De que lugar meu professor falava? Sim, porque acho que somos todos diferentes. Porem somos também, todos iguais. Se afirmar de forma definitiva que todos somos diferentes e a essa afirmação não se acrescentar uma informação de localização, logo minha frase se torna uma tanto falha. Se todos somos diferentes em todo e qualquer aspecto, então devemos ser tratados nessa diferença. Explico melhor: Adolf Hitler achava que todos são diferentes, que arianos são diferentes de negros, de judeus, de homossexuais... E que não devia existir uma coexistência entre os diferentes e por isso dizimou milhares de seres “diferentes” de sua raça pura. Os machistas acham que todos somos diferentes e por isso batem em mulheres, assassinam homossexuais e exigem um padrão compatível com a atitude máscula de seus iguais...
Todos somos diferentes e ao mesmo tempo somos todos iguais. Somos diferentes biologicamente sim. Somos diferentes em nossa constituição moral e social. Somos seres diferentes, pois fomos forjados em detalhes particulares que nos tornam ímpares na existência. Mas devemos nos lembrar sempre de localizar que apesar de diferentes somos todos iguais em uma dimensão humana. Temos os mesmos direitos e os que não temos precisamos conquistar. Somos todos iguais em nossa busca pela felicidade e precisamos entender e apostar nisso. Assisti uma palestra do Mestre e Doutorando em Educação Escolar Brasileira Romilson Martins Siqueira em que ele falava desse mesmo tema. Engraçado que dias depois eu tenha me deparado com esse mesmo assunto na faculdade. Acho ótimo. Pensar e repensar o mesmo tema por várias óticas. Isso nos faz crescer e entender melhor um pouco do mundo que nos cerca.

Adoro desenhos. Sou um admirador. Más alguns não fizeram tanto sucesso assim na telona. Um exemplo é o filme “Lilo e Stitch” da Disney.
Nessa animação a narrativa central se concentra em uma menininha Havaiana que se depara com um visitante inusitado: Uma experiência genética criada em outro planeta para ser uma máquina de destruição
Esse desenho, uma fábula da convivência entre nós seres humanos me faz refletir e me ver espelhado nela. Sempre ouvimos frases feitas do tipo “Os amigos são a família que nos permitiram escolher”, más será que realmente entendemos o que isso quer dizer?
Estar na família é muito mais do que sempre concordar um com o outro, do que estar sempre juntos, do que sempre fazer tudo juntos... Ser Ohana, é amar esses amigos como se ama a família. Sabe aquele amor? Sabe quando somos adolescentes e brigamos com nossa mãe e com nosso pai?Quando falamos que os odiamos pra depois entrar no quarto e chorar de tristeza? Sabe quando no dia seguinte, você volta pra casa e nem se lembra da briga do dia anterior porque você ama tanto que a briga é uma bobagem?Sabe quando dizemos que queremos que nosso irmão morra, más não podemos nem ouvir alguém na escola falando mal dele que queremos bater? E sabe quando mesmo a distância, mesmo que ele vá trabalhar longe, mesmo que ele seja bandido ou que ele se case com uma mulher indesejável, você continua o amando? Isso é Ohana.
Muitas vezes, achamos que podemos exigir muito de nossa família. Costumamos colocar imposições, exigências... Achamos que pra pessoa fazer parte de nossa vida, ela precisa atender a algumas exigências pré-estabelecidas. Tenho pensado nisso sabe?
Muitas vezes dizemos : Olha, tudo bem, você é meu melhor amigo, um irmão até. Más pra ser meu brother mesmo, tem que parar de andar com fulano.
Ou ainda:
Olha, pra casar comigo, tem que aceitar colocar nossas fotos na parede. Não vou viver com você se for de outra forma...
Fazer parte de uma família é entender que podem existir erros, que podem existir noites mal dormidas, noites de cachaça, dias de bronca... Más que independente de nossos erros, acertos, chutes na trave, escorregões e caídas... Ainda seremos amados!
Ainda teremos braços quentes pra nos abraçar... Ainda acordaremos no outro dia e terão esquecido a briga e ainda estaremos sendo amados e nossa família ainda vai bater no bobão que falar mal da gente.
“Stitch - Eu vou embora! Eu não sou dessa família
Lilo – Não fala isso. Não fala nunca mais.
Ohana quer dizer família,
Família quer dizer nunca abandonar nem esquecer...
Essa é minha família. Ela é pequena, más é boa... Ela é minha.”
P.S: Eu aceito guardar meus quadros. Afinal, as imagens que realmente importam, guardo no pensamento...

Passei alguns dias sem escrever. Foi bom também. Escrever é bom, más ficar sem escrever pode ser revelador.
Estive esses dias quase que como um observador de fatos da vida...
Muitas coisas boas e ruins acontecendo porque a vida é assim... Alguns golpes são muito duros como a tragédia com o vôo da TAM. Não consigo falar sobre isso. A sensação de impotência e de desalento é impossível de ser superada.
Um novo componente de nossa família, o Reginaldo, perdeu a avó recentemente... Alguns dias atrás outro amigo perdeu o irmão e uma pessoa me fez o seguinte comentário: É um saco perder quem amamos. Acho a morte muito injusta.
Observando como a vida fica vazia quando se vai alguém que amamos, eu concordo com ela. Claro que como tudo nessa vida, a morte também é muito mais do que perda pura e simplesmente. A morte é também um elemento de transformação. Quando ela se dá, além do sofrimento que causa, ela também nos traz importantes reflexões e conseqüente valorização do nosso lugar no mundo.
Ainda falando sobre esse tema, fomos ao teatro na sexta feira passada e assistimos ao espetáculo “Os.melhores.anos.das.nossas.vidas.” – com texto, direção e atuação de André Srur e Pablo Diego – A peça fala exatamente disso: da valorização da vida, do dia a dia, dos momentos que vivemos e não aproveitamos da forma correta. Ou estamos sempre olhando para o ontem ou estamos sempre olhando para o amanhã. E hoje eu estava vendo o programa da Ana Maria Braga (mea culpa, mea culpa...) e ela falava do mesmo tema. Olhar pro hoje e enxergar o hoje. Saber que o hoje está aí e pronto.
Hoje é o melhor dia da nossa vida, estamos na melhor semana da nossa vida, no melhor mês da nossa vida, no melhor ano da nossa vida e na melhor vida de nossas vidas. Quero olhar pro hoje. Quero mesmo aprender a deixar o passado no lugar dele: Lá atrás. O amanhã eu construo hoje com minha dedicação a ser um homem melhor, a ser um profissional, um filho, um irmão, um amigo, um marido melhor... Se eu fizer isso hoje, amanhã terei mais um dos melhores anos da minha vida. E serão tantos anos bons, que me perderei em achar o melhor de todos.
Na peça (que gostei muito por sinal) tem uma frase marcante: Não é a gente que cresce. É o mundo que fica pequeno...
Ponto.

Eu estou vivo.
Sei que parece uma constatação óbvia. Más não é. Muitas pessoas esquecem o quanto é importante estar vivo. De verdade. Tanta gente que não vive mais. Que se arrasta pela vida apenas existindo. Tem dias em que também me sinto assim. Más não hoje. Hoje não. Estou me sentindo alegre. Estou alegre. Alegre por perceber como a vida pulsa ao meu redor. Como ela é perfeita, cheia de provas, de coisas ruins...Más como ela é bela apesar de todos os pesares.
Eu estou alegre por que posso sorrir. Sou grato por isso. Sou grato por ter amigos, família, trabalho, saúde...
Não quero viver como quem só olha pras coisas ruins sabem? Estou hoje apaixonado pela vida. Claro que eu mesmo vivo dizendo que temos motivos de sobra pra nos angustiarmos. Eu tenho motivos tanto quanto todo mundo. Más devemos também nos lembrar de nos alegrar diante de coisas simples e por isso tão lindas e profundas.
Estou alegre hoje porque percebo que amo estar vivo. Me sinto orgulhoso de meu filho, me sinto pleno com minha consciência, me sinto amado, me sinto amigo, me sinto íntegro com meus ideais... Me sinto alegre por minha família, pelos meus amigos próximos, pelos distantes. Me sinto alegre com meus dois grupos de teatro, me sinto alegre pelo meu trabalho, pela minha arte, pelo meu curso, pelo encontro de tantas pessoas especiais.
Estou apaixonado pela vida hoje. Vivo. Apaixonado. Estou achando lindo falar essa palavra. Apaixonado. Por ver o quanto sou amado e amo ao meu redor. Dentro de mim, fora de mim.
Obrigado por me amar vida. Eu te amo em retribuição.

Bom, eu preciso escrever. Virou um hábito. Um ótimo hábito com toda certeza. Não tenho dúvidas. Más há vezes em que o hábito de escrever nos torna um pouco prisioneiros. Incrível como consigo me comunicar aqui até mais do que tenho me comunicado em meu dia-dia.
Semana passada apresentei alguns seminários na faculdade em função de minhas faltas terríveis (duas semanas ausente!). Gostei de todos más em especial de dois: Gestão do pensamento pedagógico e O pós-modernismo.
O primeiro por trazer a tona questões voltadas para a pedagogia do amor. A pedagogia da inclusão. A pedagogia da união e da fraternidade.
Pensei muito sobre ele. Sobre seus contextos e como seria divino se essa pedagogia fosse aplicada a nosso cotidiano enquanto uma sociedade planetária e não uma comunidade próxima. Explico:
Temos muitos movimentos por direitos e igualdade social. Em tempo: Em pequenos e distintos grupos -
- As mulheres fazem a marcha feminina pelos direitos das mulheres
- Os Negros tem o dia da consciência Negra para valorizar suas (que tbm são minhas porque sou brasileiro e minhas raízes como de todos nós é negra) raízes e seu lugar na sociedade.
- Os gays fazem sua parada para gritar por seus direitos e exigir direitos semelhantes aos dos héteros.
- Os católicos fazem seus mega-eventos e show gospel para angariar novos fiéis.
- Os evangélicos idem católicos e ainda fazem em São Paulo a Parada de Jesus que acontece um dia antes da parada gay.
Grupos. Sempre grupos. Sempre cada um lutando por seus direitos em separado. Como se não fizessem parte da mesma humanidade. Do mesmo planeta ameaçado de fim. Do mesmo organismo vivo.
Não somos educados para ser grupo. Para ser unidos. Para valorizar o ser humano mas sim os nossos iguais. Como Narcisos que só procuram o espelho. Estamos tentando conviver com nossos iguais. Não com os seres humanos. Temos que aplicar a pedagogia do respeito, da igualdade, más principalmente da humanidade e da união.
Hoje resolvi colocar a foto dos tres mosqueteiros. Eu queria falar sobre SER. E os dois mosqueteiros SÃO muito.
Eu tenho visto muita gente. Gente de todos os jeitos. Gente grande, gente pequena, gente marrenta, gente com preguiça... Tenho visto todo tipo de gente. Conheci muitos tipos de gente. E cheguei a me considerar certo tipo de gente também.
Más agora eu andei pensando. Pensando sobre muitas coisas. Acho que tenho sido um tipo bem ruizinho de gente. Me deixando levar por gente de tipos diferentes más que no fundo são apenas isso: Gentinha. Assim como eu e como a maioria de nós. Eu percebi que não quero mais ser gente. Não assim. Quero ser humano. Quero ser mais que mais um. Quero a matemática da somativa. Quero ser mais humano, mais honesto, mais gentil, mais amigo, mais carinhoso, mais honesto, mais espiritualizado, mais emotivo, mais corajoso, mais verdadeiro, mais feliz, mais inteiro, mais completo com a vida e com a felicidade.
Decidi: Cansei de ser gente. Quero ser Humano.


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BRASIL, Centro-Oeste, GOIANIA, SETOR LESTE UNIVERSITARIO, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, English, Arte e cultura, Livros, Seriados de TV
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